Bem-vindo!

Sedeado na Vila de Caminha, o Restaurante Solar do Pescado, destaca-se pela qualidade dos seus produtos servidos à mesa dos seus comensais, bem como pela simpatia dos seus funcionários.

Dando primazia à qualidade da gastronomia que proporciona, o nosso Restaurante oferece uma variedade de peixes, mariscos e carnes, para deleite dos nossos clientes.

Venha visitar-nos e fique a conhecer um dos concelhos mais bonitos do Minho!

SÁVEL DO RIO MINHO

BREVE REFERÊNCIA

O sável é um peixe migrador, que deixa o mar para subir os rios na época da reprodução. A construção de barreiras nas vias migratórias tem sido apontada como uma das principais causas para a redução acentuada das populações desta espécie.

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O sável, Alosa alosa (Linnaeus, 1758), é um peixe migrador anádromo, da família Clupeidae. O corpo é comprimido lateralmente, bastante alto, e a cabeça é curta e alta, triangular e comprimida. A boca é fendida obliquamente, os dentes são pequeníssimos, quase impercetíveis nos indivíduos adultos. Os olhos são pequenos, colocados muito anteriormente e próximos da linha superior. Os opérculos são pequenos e finamente pigmentados de negro. A barbatana dorsal está situada ao nível das ventrais, sendo um pouco mais comprida do que estas. Em cada flanco, nas proximidades do extremo superior da abertura branquial, possui uma mancha negra arredondada e bem pronunciada, podendo seguir-se mais algumas manchas, mas menos percetíveis e mais pequenas. O sável é um peixe de grandes dimensões, podendo atingir os 70 cm de comprimento e pesar cerca de 4,5 Kg, sendo as fêmeas, normalmente, de maiores dimensões que os machos. Pode atingir os 8 anos de idade.

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

No início do século as populações de sável estendiam-se desde a Islândia e Europa do Norte até ao nordeste do Mediterrâneo e norte de África. Atualmente é uma espécie rara na Europa do Norte e ilhas Britânicas, e é considerada extinta em alguns rios europeus. Em Portugal as populações de sável têm vindo a decrescer drasticamente, especialmente nos rios do sul (Tejo, Sado e Guadiana). Nos rios Mondego, Lima e Minho encontram-se ainda populações de sável com algum significado, cuja exploração assume grande importância económica no seio das comunidades piscatórias.

Para além das populações migradoras existem populações lacustres, nomeadamente nas albufeiras das barragens do Castelo do Bode (rio Tejo) e Aguieira (rio Mondego), que aí ficaram retidas aquando da construção dos empreendimentos.

MIGRAÇÃO E REPRODUÇÃO

Os períodos de migração do sável são bastante variáveis. Fatores como a temperatura das águas e o caudal dos cursos de água influenciam a migração para a reprodução. Em Portugal, a entrada desta espécie nos rios decorre entre Março e Maio.

O sável desloca-se para as zonas superiores dos rios, onde encontra os locais propícios para a desova, que normalmente é efetuada durante a noite. Cada fêmea põe, em média, 50 000 ovos por cada quilo de peso. Depois da desova, os progenitores enfraquecidos morrem. Ao sétimo ou oitavo dia após a desova, os ovos eclodem. Os jovens sáveis iniciam, então, a migração para jusante, em direção ao mar, permanecendo cerca de um ano nos estuários, antes de entrarem no oceano, onde encontrarão grande quantidade de alimento que os fará desenvolver consideravelmente.

ALIMENTAÇÃO

Durante a migração para as zonas de postura nos rios o sável não se alimenta. No entanto, nas zonas estuarinas e costeiras a sua alimentação é constituída essencialmente por pequenos crustáceos, podendo, também, ingerir alguns peixes. No mar alimenta-se essencialmente de crustáceos.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

A área de distribuição do sável diminuiu drasticamente no último século. Está praticamente desaparecido do norte da Europa, e a sua área de repartição meridional encontra-se muito fragmentada. Esta situação tem origem, principalmente, em 3 causas: a poluição das águas, a construção de obstáculos físicos (barragens, açudes) e a extração de areias dos cursos de água.

Em Portugal a situação desta espécie é idêntica à existente na restante área de distribuição original, sendo considerada, no nosso país, uma espécie vulnerável. Consta, ainda, do Anexo II da Convenção de Berna.

Fonte: http://naturlink.pt